Raiva: o que é, como prevenir e por que agosto reforça o alerta
A raiva é uma zoonose viral grave e fatal, que pode afetar qualquer mamífero, incluindo cães, gatos e seres humanos. Ela representa uma séria ameaça à saúde pública, especialmente em contextos de baixa cobertura vacinal e pouca conscientização.
Como ocorre a transmissão?
A forma mais comum de transmissão da raiva é por meio da saliva de animais infectados, especialmente em casos de mordidas, arranhões ou contato com mucosas. O risco é ainda maior porque o animal pode eliminar o vírus mesmo antes de apresentar sintomas. Em cães e gatos, o período de infectividade pode começar até 15 dias antes dos sinais clínicos.
O que acontece no organismo após a infecção?
Após a entrada do vírus no organismo — geralmente por uma mordida — ele se multiplica no tecido muscular e rapidamente atinge os nervos periféricos. A partir daí, o vírus migra para o sistema nervoso central (SNC), onde se replica intensamente. Em seguida, ele alcança outros órgãos, sendo eliminado pela saliva. Esse processo silencioso pode durar semanas ou até meses, variando conforme a espécie e o indivíduo.
Qual é o período de incubação?
O tempo entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas varia. Em humanos, costuma ser de 30 a 60 dias, mas já foram registrados casos em que os sintomas surgiram após 5 anos. Nos cães e gatos, o período de incubação pode chegar a 6 meses, o que reforça a importância da observação contínua de animais envolvidos em acidentes.
Quais são os sinais clínicos da raiva?
Os sintomas da raiva se desenvolvem de forma progressiva e variam de acordo com a espécie. Em seres humanos, os primeiros sinais incluem febre, dor de cabeça, irritabilidade e sensação de formigamento no local da mordida. Com a progressão, surgem espasmos musculares, dificuldade para engolir e sinais neurológicos severos, levando ao coma e à morte.
Já nos cães, a doença passa por três fases:
- Prodrômica: mudanças de comportamento, como isolamento ou agitação;
- Furiosa: agressividade extrema, vocalização excessiva e convulsões;
- Paralítica: paralisia progressiva, que termina em óbito entre 7 a 10 dias após o início dos sintomas.
Como é feito o diagnóstico?
Nos animais, o diagnóstico da raiva só é confirmado por exames laboratoriais após a morte, como a imunofluorescência direta. Em humanos, já é possível realizar o diagnóstico ante mortem com testes como RT-PCR e análise de anticorpos no líquido cefalorraquidiano. Mesmo assim, a prevenção continua sendo o melhor caminho.
Como prevenir a raiva?
A principal forma de prevenção é a vacinação — tanto em pets quanto em humanos expostos ao risco. A vacinação anual de cães e gatos é obrigatória e fundamental para interromper o ciclo de transmissão.
Além disso, é essencial promover a posse responsável, evitando que os animais circulem livremente nas ruas. A educação da população também contribui para que mais pessoas saibam como agir diante de situações de risco.
E em casos suspeitos?
Sempre que ocorrer uma mordida ou contato suspeito com saliva de um animal possivelmente infectado, é fundamental lavar o local com água e sabão e buscar atendimento médico imediatamente. O animal agressor deve ser isolado e observado por 10 dias. Se ele desenvolver sintomas, a notificação deve ser feita aos órgãos competentes.
Agosto: mês de alerta para a vacinação antirrábica
O mês de agosto é tradicionalmente marcado por campanhas de vacinação antirrábica em diversas cidades do Brasil. Este período, conhecido como “Agosto Vermelho”, simboliza o compromisso coletivo com a saúde animal e humana. Mais do que uma campanha, esse momento é um chamado à responsabilidade social.
Afinal, a raiva continua sendo uma ameaça — e o recente caso de um cão diagnosticado com raiva em São Paulo serve como alerta. Ainda estamos sujeitos a vírus e doenças, e a imunização é a forma mais eficaz de nos protegermos.
Por que a responsabilidade é de todos?
Proteger os animais de estimação é também proteger a comunidade. Ao vacinar seu pet, você contribui para a saúde coletiva e ajuda a evitar tragédias silenciosas. Não podemos relaxar diante de doenças preveníveis, especialmente quando temos os meios para combatê-las com eficácia.
A raiva é evitável. Com ações simples — como vacinação, informação e atitudes responsáveis —, podemos impedir que ela avance. Agosto é um mês estratégico para reforçarmos essa consciência, mas a proteção deve durar o ano todo.
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