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Remoção de Tártaro em Cães e Gatos: Tudo o que você precisa saber

Entenda como é feita a remoção de tártaro em cães e gatos, quando o procedimento é indicado, a importância da anestesia e como prevenir problemas de saúde bucal.

Equipe Paiol 7 de set de 2026 9 min de leitura
Remoção de Tártaro em Cães e Gatos: Tudo o que você precisa saber

Descubra por que o tártaro merece atenção e quais cuidados fazem parte de uma boca saudável.

O mau hálito, dentes amarelados e gengivas avermelhadas podem parecer alterações comuns em cães e gatos, mas muitas vezes são sinais de que a saúde bucal precisa de atenção.

O acúmulo de placa bacteriana pode levar à formação do cálculo dentário, conhecido popularmente como tártaro. Quando esse processo não é acompanhado e tratado, pode evoluir para doença periodontal, causando inflamação, dor, infecção e, em casos mais avançados, perda de dentes.

Por isso, a remoção de tártaro em cães e gatos não deve ser vista apenas como uma questão estética. O cuidado odontológico faz parte da prevenção e da manutenção da saúde e do bem-estar dos animais.

O que é o tártaro em cães e gatos?

O tártaro começa com a formação da placa bacteriana sobre os dentes.

A boca dos cães e gatos possui naturalmente uma grande quantidade de bactérias. Quando restos de alimentos, saliva e bactérias se acumulam na superfície dos dentes, forma-se uma película chamada placa bacteriana.

Quando essa placa não é removida adequadamente, ela pode sofrer mineralização e se transformar em cálculo dentário, o chamado tártaro.

O problema é que o acúmulo não acontece somente na parte visível do dente. Bactérias e inflamação também podem se concentrar na região abaixo da gengiva, afetando os tecidos que sustentam os dentes.

É justamente por isso que uma boca aparentemente “limpa” nem sempre significa uma boca saudável.

Tártaro em cães e gatos não é apenas um problema estético

É comum o tutor perceber os dentes amarelados ou o mau hálito e pensar que se trata apenas de uma questão de higiene.

Entretanto, o tártaro pode estar associado à doença periodontal, uma das alterações mais frequentes da cavidade oral de cães e gatos.

A doença periodontal começa com a inflamação causada pelo acúmulo de placa bacteriana e pode progredir, comprometendo a gengiva e as estruturas que sustentam os dentes.

Em estágios mais avançados, o animal pode apresentar dor, mobilidade dentária e perda de dentes.

Além disso, muitos animais não demonstram claramente que estão sentindo dor. Por isso, esperar que o pet pare de comer ou demonstre desconforto para procurar atendimento pode significar que o problema já está avançado.

Quais sinais podem indicar problemas na saúde bucal?

Alguns sinais merecem atenção do tutor:

  • Mau hálito persistente;

  • Dentes amarelados ou escurecidos;

  • Acúmulo de tártaro;

  • Gengivas vermelhas ou inchadas;

  • Sangramento na gengiva;

  • Salivação excessiva;

  • Dificuldade para mastigar;

  • Queda de alimento durante a alimentação;

  • Mastigação de apenas um lado da boca;

  • Dentes frouxos;

  • Perda de dentes;

  • Alterações na região do rosto ou mandíbula.

Mesmo quando nenhum desses sinais está presente, avaliações periódicas são importantes.

Isso acontece porque algumas alterações odontológicas ficam abaixo da linha da gengiva e não podem ser identificadas apenas olhando a boca do animal.

Como é feita a remoção de tártaro em cães e gatos?

A remoção profissional do tártaro é um procedimento odontológico veterinário.

Antes do procedimento, o animal deve passar por uma avaliação para que o médico-veterinário possa verificar suas condições clínicas e definir quais cuidados são necessários.

De acordo com a avaliação, o procedimento pode envolver:

1. Avaliação clínica

O veterinário avalia a saúde geral do paciente e a condição da cavidade oral.

Essa etapa é importante para identificar possíveis riscos e determinar a melhor conduta para cada animal.

2. Avaliação pré-anestésica

Antes da anestesia, o paciente pode passar por exames e avaliações definidos pelo médico-veterinário de acordo com sua idade, histórico e condições clínicas.

O objetivo é aumentar a segurança do procedimento e identificar fatores que precisam ser considerados antes da anestesia.

3. Anestesia e monitorização

A odontologia veterinária envolve procedimentos que precisam ser realizados com precisão e segurança.

A anestesia permite que a equipe veterinária mantenha o animal imóvel, proteja as vias aéreas e realize uma avaliação completa da cavidade oral.

Durante o procedimento, o paciente deve ser monitorado de acordo com os protocolos da equipe veterinária.

4. Avaliação detalhada dos dentes e gengivas

Com o animal anestesiado, é possível examinar com maior precisão os dentes, gengivas e estruturas da cavidade oral.

Em determinadas situações, também podem ser indicadas radiografias odontológicas para avaliar estruturas que não são visíveis externamente.

5. Remoção do cálculo dentário

O tártaro é removido dos dentes, incluindo as áreas que precisam ser avaliadas abaixo da margem gengival.

Essa etapa é importante porque simplesmente retirar o tártaro que aparece na superfície não significa que toda a doença periodontal tenha sido tratada.

6. Polimento dos dentes

Após a remoção do cálculo, o polimento pode ser realizado para deixar a superfície dentária mais lisa e auxiliar no controle da formação de nova placa.

7. Tratamento dos dentes comprometidos

Durante a avaliação, podem ser identificados dentes com alterações importantes.

Dependendo da situação, pode ser necessário realizar procedimentos adicionais, incluindo a extração de dentes que estejam comprometidos e não possam ser mantidos de maneira saudável.

A indicação é feita individualmente pelo médico-veterinário.

Por que a remoção de tártaro precisa de anestesia?

Essa é uma das principais dúvidas quando o assunto é saúde bucal de cães e gatos.

A anestesia não serve apenas para impedir que o animal se movimente.

Ela permite que o profissional realize uma avaliação odontológica adequada, alcance regiões abaixo da gengiva e execute procedimentos com segurança.

Além disso, alguns animais podem apresentar dor ou sensibilidade durante o tratamento, principalmente quando existe inflamação ou doença periodontal.

Durante um procedimento odontológico adequado, também é importante proteger as vias aéreas do paciente e evitar que água, resíduos e materiais utilizados durante a limpeza sejam aspirados.

Por esse motivo, procedimentos odontológicos veterinários completos não devem ser confundidos com a chamada “limpeza de tártaro sem anestesia”.

E a limpeza de tártaro sem anestesia?

A remoção superficial do tártaro pode deixar os dentes visualmente mais limpos, mas isso não significa que a saúde bucal tenha sido realmente tratada.

O problema é que a doença periodontal pode estar presente abaixo da gengiva, justamente onde uma limpeza superficial não consegue atuar adequadamente.

Além disso, sem anestesia não é possível realizar uma avaliação odontológica completa com o mesmo nível de acesso, segurança e precisão.

Por isso, a aparência dos dentes depois de uma limpeza não deve ser o único critério utilizado para avaliar a saúde da boca.

Dente mais branco não significa necessariamente boca saudável.

Todo cachorro ou gato com tártaro precisa extrair dentes?

Não.

A presença de tártaro não significa automaticamente que o animal precisará passar por extrações.

A necessidade de extração depende da condição de cada dente e das estruturas que o sustentam.

Durante a avaliação odontológica, podem ser identificados dentes com doença periodontal avançada, fraturas, reabsorções dentárias ou outras alterações.

Quando um dente está comprometido de maneira que não seja possível mantê-lo saudável e sem dor, a extração pode ser indicada pelo médico-veterinário.

Em gatos, por exemplo, algumas alterações dentárias podem ser difíceis de identificar apenas pela observação da boca, tornando os exames de imagem importantes em determinados casos.

Gatos também podem ter tártaro e doença periodontal?

Sim.

Os gatos também podem apresentar acúmulo de placa bacteriana, cálculo dentário e doença periodontal.

Além disso, os felinos podem desenvolver outras doenças odontológicas, como a reabsorção dentária e a gengivoestomatite.

Um dos desafios da odontologia felina é que os gatos podem esconder sinais de dor ou apresentar mudanças comportamentais discretas.

Por isso, alterações como mau hálito, dificuldade para mastigar, preferência por alimentos mais macios, salivação ou mudanças na alimentação merecem avaliação veterinária.

Animais idosos podem fazer limpeza de tártaro?

A idade, por si só, não significa que um cão ou gato não possa passar por um procedimento odontológico.

Entretanto, pacientes idosos podem apresentar alterações de saúde que precisam ser consideradas antes da anestesia.

Por isso, a avaliação pré-anestésica é especialmente importante nesses animais.

O médico-veterinário avalia o estado geral do paciente e determina quais exames e cuidados são necessários para tornar o procedimento o mais seguro possível.

Além disso, não tratar uma doença odontológica apenas porque o animal é idoso também pode significar manter uma condição que causa dor e inflamação.

A decisão deve sempre considerar individualmente os riscos e benefícios para aquele paciente.

Depois da remoção do tártaro, o problema pode voltar?

Sim.

A remoção profissional do tártaro trata o problema presente naquele momento, mas não impede que a placa bacteriana volte a se formar.

A prevenção precisa continuar em casa.

A escovação dos dentes é uma das principais formas de ajudar a controlar o acúmulo de placa bacteriana. O ideal é que o hábito seja introduzido de forma gradual e positiva, respeitando a adaptação do animal.

Produtos específicos para higiene oral de cães e gatos também podem fazer parte da rotina, desde que sejam adequados à espécie e utilizados conforme orientação veterinária.

Como prevenir o acúmulo de tártaro?

A prevenção da doença periodontal começa com uma rotina de cuidados.

Algumas medidas importantes incluem:

Escovação dentária regular

A escovação ajuda a controlar a placa bacteriana antes que ela se mineralize e forme o cálculo dentário.

Avaliações odontológicas

A avaliação profissional permite identificar alterações que podem passar despercebidas no dia a dia.

Produtos específicos para pets

Existem produtos desenvolvidos para auxiliar na higiene oral de cães e gatos. A escolha deve considerar as necessidades de cada animal.

Atenção aos sinais

Mau hálito persistente, sangramento, gengivas inflamadas ou dificuldade para mastigar não devem ser considerados normais.

Com que frequência o pet precisa fazer uma avaliação odontológica?

Não existe uma frequência única que possa ser aplicada a todos os cães e gatos.

A necessidade de acompanhamento depende de diversos fatores, como idade, porte, raça, anatomia da boca, histórico de doença periodontal, rotina de higiene e condições individuais do paciente.

Alguns animais podem apresentar acúmulo de placa e tártaro mais rapidamente do que outros e precisar de acompanhamento mais frequente.

Por isso, o intervalo entre as avaliações deve ser definido pelo médico-veterinário.

Quando procurar atendimento veterinário?

A avaliação odontológica não precisa acontecer somente quando o tutor percebe um problema.

O acompanhamento preventivo permite identificar alterações antes que elas avancem.

Entretanto, alguns sinais indicam que não é interessante adiar a avaliação, especialmente:

  • Mau hálito persistente;

  • Tártaro visível;

  • Gengiva avermelhada;

  • Sangramento;

  • Dor ou desconforto ao mastigar;

  • Dificuldade para se alimentar;

  • Dentes frouxos;

  • Perda de dentes;

  • Salivação excessiva;

  • Alterações no comportamento relacionadas à alimentação.

Quanto mais cedo uma alteração for identificada, maiores são as possibilidades de definir uma estratégia adequada para aquele paciente.

Saúde bucal também faz parte do cuidado preventivo

A boca do pet merece a mesma atenção dedicada às outras áreas da saúde.

O tártaro pode parecer apenas uma alteração estética, mas pode estar associado a um processo de doença periodontal que causa inflamação, dor e comprometimento das estruturas que sustentam os dentes.

Por isso, a avaliação odontológica veterinária é uma importante ferramenta de prevenção.

Manter a saúde bucal em dia significa não esperar o problema ficar evidente para começar a cuidar.

Seu pet precisa de uma avaliação odontológica?

Se há presença de tártaro, mau hálito, gengiva avermelhada ou qualquer alteração na boca, uma avaliação veterinária pode ajudar a identificar a condição da saúde bucal e indicar os cuidados mais adequados para o paciente.

Cuidar do sorriso também é cuidar da saúde do seu pet.

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